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ENXERTO ÓSSEO

Quando extraímos um dente não perdemos somente o dente, perdemos tambem osso alveolar e gengiva essa perda de osso alveolar ocorre junto com outros fatores como: tempo (idade), próteses mal adaptadas, problemas periodontais, problemas sistemicos (diabetes, osteoporose, etc).

Essa ausência óssea, às vezes, contra-indica a colocação de um implante dentário, pois para se colocar impante precisamos de osso tanto em altura (comprimento do implante), como em espessura (largura do implante). Motivo pelo qual necessitamos de uma tomografia computadorizada, para avaliarmos essa quantidade de osso.

Quando o osso não é suficiente para a colocação do implante é realizado o enxerto ósseo no local. Pode ser feito com osso retirado de outra parte do corpo do próprio paciente (mandibula, ilíaco ou calota craniana), pode ser usado osso bovino ou sintético, existe a possibilidade de ser usado o banco de ossos (a exemplo do banco de sangue).

O enxerto ósseo é uma cirugia que exige muito cuidado, pois é mais delicada que a cirurgia de implante. Não pode haver pressão, trauma ou algum descuido na região operada, devendo-se seguir todas as recomendações do cirurgião. Neste tipo de cirurgia, hematomas e inchaços são mais comuns, mas também não provocam dor, apenas desconforto. Com este tipo de procedimento será possível obter um ganho ósseo suficiente para a colocação dos implantes e, posteriormente, permitir a confecção das próteses. É considerada uma cirurgia delicada que exige cuidado

Em média, após o enxerto ósseo, espera-se 3 a 4 meses para a colocação do implante. Em alguns casos pode-se colocar o implante junto com o enxerto ósseo no mesmo ato operatório.

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Fonte: APCD

FACETAS LAMINADAS

O que é faceta (laminado de porcelana)? 0 laminado é uma restauração que envolve apenas a face vestibular (frontal) dos dentes. Esse tipo de restauração pode ser executada com resina composta (diretamente na boca do cliente), com resina elaborada laboratorialmente ou, ainda, com porcelana, que traz as vantagens estéticas e de estabilidade de cor, também executadas no laboratório, ou seja, fora da boca.

Em que situação é recomendada?

A faceta Iaminada geralmente é recomenda da por motivos estéticos, tais como dentes escurecidos ou excessivamente restaurados na face frontal; além disso, pode corrigir o aspecto anatômico de dentes malforrnados.

É uma novidade na Odontologia?

Sim. Ainda são poucos os dentistas que fazem esse tipo de trabalho.

Qual a vantagem desse tratamento?

A vantagem primordial consiste na preservação de estrutura dental sadia. Com essa técnica, desgastam-se menos os dentes.

Substitui a coroa de jaqueta?

Com certeza, nos casos onde é apenas necessário restaurar a face (vestibular) dos dentes, não estando as outras faces comprometidas por cáries ou restaurações, a ponto de justificar o desgaste para a colocação de jaqueta ou coroa metalocerâmica.

É resistente?

Os processos atuais e os materiais de confecção empregados hoje em dia, bem como a evolução dos métodos de colagem, tomaram as facetas laminadas um tratamento bastante confiável.

Destaca-se facilmente?

Não, desde que se providencie boa colagem e boa silanização (processo que possibilita adesão da resina cimentante com a superfície interna da faceta de porcelana).

A cor se mantém?

Como as porcelanas têm boa estabilidade de cor, as facetas confeccionadas com esse material não sofrem alteração.

Precisa de controles e manutenção periódicos?

Como qualquer tipo de restauração, as facetas laminadas exigem reavaliação constante; contudo, a manutenção consiste apenas na higienização das superfícies dentais e, em especial, da junção dente-restauração.

Enquanto é feita, os dentes ficam desprotegidos?

Durante a fase de confecção da faceta laminada no laboratório, o dentista deve colar uma faceta de resina provisória com adesão limitada a uma pequena área, para facilitar a remoção na consulta final.

0 custo é alto?

0 custo é comparável ao de uma coroa metalocerâmica ou coroa totalmente cerâmica.

Qual a durabilidade?

A durabilidade está associada ao sucesso da colagem, tanto na superfície cerâmica quanto no dente, pois a porcelana, uma vez colada, torna-se extremamente resistente.

HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA

O que é hipersensibilidade (hiperestesia) dentinária?

É a dor que ocorre, geralmente na região do colo do dente, próxima à gengiva, provocada pela escovação, ingestão de alimentos frios, doces, frutas cítricas etc. A dor cessa assim que o estímulo é removido, é de curta duração, tendendo a desaparecer com a mesma rapidez com que se inicia. Assim, a hipersensibilidade nunca começa espontaneamente como acontece comumente com outras causas de dor nos dentes. Entretanto, a distinção entre hipersensibilidade e dor de dente deve ser feita pelo dentista.

A hipersensibilidade significa que a polpa dental (o “nervo” do dente) está doente?

Não, já que a dor é decorrente de mudanças de pressão dentro do dente, provocadas pela variação da temperatura ou por outros estímulos na superfície. Não tem relação com alterações patológicas da polpa dental.

Então, por que o dente dói?

Em condições normais, a coroa do dente (a parte exposta na cavidade bucal) é recoberta pelo esmalte, estrutura resistente às pressões e ao desgaste decorrentes da mastigação. Essa estrutura é praticamente impermeável e definitivamente insensível aos estímulos. As raízes são recobertas por outro tipo de estrutura, denominada cemento. Com o passar do tempo, esmalte e cemento sofrem degradações que expõem a dentina, estrutura também dura e resistente e que abriga a polpa dental. Dessas estruturas, somente a dentina apresenta sensibilidade. A dentina é bastante permeável, constituída de milhões de canais microscópicos que, em teoria, ligam a polpa com meio externo quando o esmalte ou o cemento são desgastados. Sem o cemento e o esmalte, a dentina fica sem proteção e sujeita às agressões do meio externo.

Qual a relação da hipersensibilidade dentinária com as lesões cervicais não cariosas?

A hipersensibilidade dentinária ocorre mais comumente na região cervical do dente (colo), onde o esmalte e o cemento são degradados com maior freqüência, expondo a dentina. Quando essa exposição dentinária não é provocada por processo de cárie dental, a área exposta é considerada uma lesão cervical não cariosa (Figura 2). A prevalência dessas lesões é alta, e pode-se antecipar que, em algum momento da vida, qualquer indivíduo poderá ter, pelo menos, um dente com lesão cervical não cariosa.

Quais as causas mais comuns de lesões cervicais não cariosas?

Essas lesões são resultado de uma interação de fatores, em que os mais importantes são a oclusão (contato entre os dentes antagonistas), a alimentação rica em ácidos (frutas cítricas e refrigerantes em excesso, por exemplo) e a escovação dental. A oclusão promove a fadiga das estruturas dentárias na região do colo, as substâncias ácidas causam a dissolução do esmalte e a escovação remove mecanicamente o esmalte enfraquecido ou dissolvido. Fatores sistêmicos também podem contribuir para a degradação das estruturas dentárias, tais como refluxo gastroesofágico, bulimia, hipertireoidismo e qualquer outra doença que reduza o fluxo salivar.

Como tratar a hipersensibilidade dentinária?

O dentista deve empregar os recursos dessensibilizadores (o que pode incluir a restauração das lesões e ajustes oclusais) para reduzir o desconforto imediato da dor e, complementarmente, eliminar as causas da exposição dentinária para impedir a recorrência da hiperestesia.

Artigo original retirado da Revista da APCD Livre para cópia e reprodução.

Orientações Sugeridas por: José Carlos Pereira
Professor Associado do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

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Fonte: APCD

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