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HIGIENE BUCAL EM PACIENTES QUE USAM APARELHOS ORTODÔNTICOS

Por que durante o tratamento ortodôntico com aparelho fixo a higiene bucal é difícil?

A instalação do aparelho ortodôntico fixo e a presença de braquetes (peças coladas nos dentes), bandas (anéis cimentados nos dentes), fios e demais acessórios fazem com que aumentem as áreas que retêm os alimentos, provocando, assim, um maior acúmulo de placa bacteriana.

O que é placa bacteriana?

É uma película de cor branca, cinzenta ou amarelada que se adere ao dente, em volta dos braquetes, e é constituída de restos de alimentos, microrganismos, células descamadas. A falta de higiene bucal faz com que ela se torne espessa e de difícil remoção.

O tipo de alimentação interfere na higiene bucal e no bom andamento do tratamento ortodôntico?

Sim. Deve-se evitar a ingestão de alimentos açucarados e pegajosos: balas, pirulitos, chicletes, que prejudicam os dentes, aumentando o risco de contrair a doença cárie. Evitar também a ingestão de alimentos duros como a pipoca e o amendoim e frutas como a maçã e a pêra, que devem ser cortadas em pedaços, pois o impacto da mordida pode danificar o aparelho fixo.
É verdade que o aparelho ortodôntico fixo mancha os dentes?

Não. O que pode acontecer é a falta de higiene do paciente provocar um acúmulo de placa bacteriana, principalmente ao redor dos braquetes (peças coladas nos dentes). Como a placa concentra restos alimentares e microrganismos vivos, vai haver uma deterioração da superfície do esmalte, provocando manchas brancas ou marrons e, posteriormente, cáries.

Como proceder com a higiene para que, durante o tratamento ortodôntico com aparelho fixo, não ocorram cáries e a gengiva se mantenha saudável?

Os pacientes que usam aparelhos ortodônticos fixos devem ter atenção redobrada quanto à higiene, com controle constante e orientações dadas pelo ortodontista.

E em relação aos aparelhos removíveis?

Recomenda-se, além da higiene dos dentes, a do aparelho com a mesma freqüência, escovando-o diariamente com creme dental, buscando-se evitar a retenção de placa no aparelho, e o consequente sabor desagradável. Mensalmente, pode-se deixar o aparelho imerso em um anti-séptico bucal e ou agua oxigenada 10 volumes por 15 minutos. Nunca se deve ferver o aparelho.

Qual a escova dental recomendada?

A escova dental apropriada é aquela com cerdas arredondadas e macias. Existem no mercado escovas dentais próprias para a higiene do aparelho fixo, com pequenos tufos (unitufo, bitufo), com cerdas recortadas em forma de “v” para facilitar na limpeza dos braquetes e as com duas fileiras de cerdas (“sulcus”). A vida útil das escovas dentais dos pacientes ortodônticos é menor. Portanto, ela deve ser substituída sempre que necessário.

Qual o creme dental recomendado?

Os cremes dentais ou dentifrícios possuem valor cosmético (creme, ungüento) e valor terapêutico (flúor e substâncias antibacterianas). Os dentifrícios do mercado brasileiro contêm flúor em condições de inibir o desenvolvimento da cárie e tornar as camadas superficiais do esmalte mais resistentes.

Qual a técnica de escovação recomendada?

A duração da escovação é importante. Existem diferentes técnicas que devem ser ajustadas individualmente a cada paciente. A escovação horizontal (vai-e-vem) deve ser evitada: ela machuca a gengiva e provoca erosão (cavidades) nos dentes. Os movimentos com a escova no sentido da gengiva para os dentes, como se estivesse “varrendo” e, ao mesmo tempo, massageando a gengiva, ajuda a remover a placa bacteriana e a manter a gengiva saudável.

Além da escova dental, quais outros procedimentos para melhorar a higiene?

O uso do fio dental é muito importante. Deve-se lançar mão do passa fio (uma agulhinha de plástico), que ajuda a passar o fio entre os dentes. O uso de bochechos com soluções fluoretadas (fluoreto de sódio a 0,05%, 1 vez ao dia, de preferência à noite, antes de dormir) auxilia na proteção do esmalte dos dentes e inibe a aderência de placa bacteriana. Essa solução não deve ser engolida. Sempre que possível, os pacientes devem levar ao consultório suas escovas para praticar a escovação sob supervisão do ortodontista.

Galeria

Fonte: APCD

MOBILIDADE DENTAL

Mobilidade natural, “fisiológica”

Os dentes naturais apresentam uma pequena mobilidade, isto é, quando os dentes estão em função, eles sofrem uma movimentação dentro do seu alvéolo que é considerada normal (fisiológica). Essa mobilidade é conferida pelo ligamento periodontal que, a grosso modo, são fibras que unem o dente ao alvéolo (osso ao redor do dente).

Mobilidade causada por acidentes

Quando o dente sofre uma pancada (traumatismo), o ligamento periodontal, que é composto por fibras, é então estirado ou comprinúdo. A conseqüência disso é um aumento da mobilidade do dente. Quanto maior o trauma, maior será a mobilidade desse dente. Normalmente, a cura é espontânea e, em casos mais severos, é necessário fixar o dente traumatizado temporariamente.

Mobilidade causada por doença periodontal

A doença periodontal provoca a reabsorção do osso alveolar que circunda o dente e também a destruição do ligamento periodontal. Essa destruição, causada por bactéria, é gradual, lenta e indolor e, como conseqüência, provoca um aumento progressivo da mobilidade dental, que agora já não é mais considerada fisiológica. Há a necessidade de tratamento, que consiste inicialmente em fazer raspagem da placa bacteriana aderida à superfície radicular.

Mobilidade relacionada à articulação dentária

Quando um dente estiver mal posicionado, pode interferir na mordida (relacionamento dos dentes superiores e inferiores). Como conseqüência, esse dente receberá uma carga excessiva, a qual poderá causar um aumento da mobilidade. Há necessidade de ajuste para distribuir forças mastigatórias entre todos os dentes.

Mobilidade relacionada com prótese e restauração

Os dentes não se encontram isolados na boca, eles fazem parte de uma engrenagem. Os dentes superiores se relacionam com os inferiores em várias posições e de uma forma dinâmica (oclusão). Quando se realiza uma prótese ou uma restauração, esta deverá respeitar a oclusão se não, poderemos ter o que se chama “contacto prematuro”. Esse contacto interferente poderá causar mobilidade dental, pois haverá um aumento de carga sobre esse dente restaurado. Para a correção, deverão ser realizados ajustes nesses trabalhos ou, ainda, a sua substituição.

Mobilidade causada por pulpites (inflamação da polpa dentária)

Essa inflamação, que ocorre dentro do canal, pode provocar também uma inflamação das fibras periodontais que circundam a raiz do dente afetado. Em decorrência disso, temos uma maior mobilidade e esta pode ser acompanhada de um descolamento (extrusão) dando a sensação de dente “crescido”. Após o tratamento endodôntico (canal), a inflamação desaparece e o dente volta a seu lugar e a ter a mobilidade natural (fisiológica).

Mobilidade causada por tratamento ortodôntico (correção de dentes mal posicionados)

Para a correção da má posição de um dente, é necessário aplicar uma determinada força nele, fazendo a movimentação do dente. Isso é feito através de aparelhos ortodônticos fixos ou móveis. Entretanto, esse tratamento provoca um aumento na mobilidade do dente, principalmente logo após a ativação (apertamento) do aparelho. Depois de 48 horas, a mobilidade excessiva volta a níveis normais.

Fonte: APCD

IMPLANTE ZIGOMÁTICO

A fixação zigomática é um implante que se diferencia dos convencionais pela sua fixação ao corpo do osso zigomático, popularmente conhecido como maça do rosto. E apresentar diferentes características tais como: tamanho, diâmetro e angulação específica. Foi desenvolvida como nova alternativa para o tratamento de pacientes com atrofia maxilar severa, em substituição ao uso de enxertos para paciente que não desejam realizar enxertos ósseos. Visa a reabilitação funcional e estética desses pacientes através da instalação de uma prótese fixa superior substituindo as próteses totais móveis. As técnicas de reconstrução maxilar através de enxertos ósseos apresentam, inevitavelmente, algum componente de risco, uma vez que demandam da boa técnica cirúrgica, boa qualidade dos tecidos moles que recobrem o enxerto, grande cooperação por parte do paciente, assim como situação geral de saúde que favoreça o reparo.

CASO 1

Foto inicial imediatamente após a cirúrgia

Após 72 horas – caso final

O desenvolvimento da fixação zigomática representou uma excelente alternativa para o prognóstico dos tratamentos reabilitadores de maxilas atróficas. Inicialmente, tal recurso foi idealizado para o tratamento de pacientes vitimas de traumatismos e cirurgias respectivas tumorais, , traumatismos ou defeitos faciais congênitos onde existe grande perda das estruturas maxilares. Num segundo momento do desenvolvimento dessa tecnologia, implantes zigomáticos foram aplicados em pacientes que apresentavam atrofia maxilar severa onde uma Prótese Total convencional muco suportada apresentaria dificuldades de adesão ou retenção na área. Nesses casos, técnica poderia significar uma simplificação do próprio tratamento, com diminuição de custos, tempo de execução e sofrimento por ser menos invasivo e mesmo prognostico de sucesso das fixações convencionais. A Fixação Zigomática (FZ) pode ser também empregada em casos de atrofia severa maxilar onde existe ampla extensão alveolar de seio maxilar uni ou bilateralmente. De maneira geral, eles seriam tratados através de grandes enxertos ósseos autógenos onlay, em toda extensão dos processos alveolares combinados com levantamento do assoalho dos seios maxilares e assoalho nasal . No entanto, muitos pacientes não estão dispostos ou não apresentam condições para se submeter à retirada do enxerto da crista ilíaca, a um período longo de consolidação do enxerto e a um novo período para instalação dos implantes e osseointegração.

CASO 2

Foto com implantes agulhados – foto logo após a cirurgia

Resultado final

A fixação zigomática é caracterizada por um implante longo, com comprimento que varia de 30 a 52,5mm, geralmente constituído de material importado de empresas como Nobel-Biocare (Suécia-U.S.A.) ou 3I Implants Innovations(U.S.A.) . Esta dimensão se justifica, pois este implante irá fazer sua ancoragem em região no corpo do zigoma Nesses casos, o implante zigomático poderá ser utilizado associado à implantes convencionais na região anterior a fim de possibilitar a estabilização e suporte, reduzindo as resultantes de forças horizontais quando submetidos a cargas. A principal vantagem é diminuir o tempo e o custo de tratamento, gerar menor trauma cirúrgico,sem a necessidade de enxertos ósseos devolvendo ao paciente suporte labial, um bom posicionamento dos dentes, um restabelecimento estético-funcional em um período médio de 72 horas após a cirúrgia Devemos observar alguns fatores que contra- indicam e ou limitam a realização da técnica, tais com: processos infecciosos e patológicos do seio maxilar que não foram tratados, pacientes com comprometimentos sistêmicos,quadros de ansiedade e desvio de comportamento devem merecer uma abordagem clinica simultânea. Protocolo dos exames inclui necessariamente; exames de diagnostico pré-operatórios, radiografia panorâmica, radiografia póstero-anterior do seio maxilar (Waters), telerradiografia, e prototipagem: pode ser realizada como alternativa para melhor prever a posição da fixação e sua dimensão. Pelo envolvimento cirúrgico e dificuldade técnica é aconselhável o uso de anestésico local , com sedação endovenosa assistida por médico anéstesiologista em local apropriado para a intervenção,para um perfeito planejamento e indicação da fixação zigomática. Deve-se realizar a instalação dos implantes zigomáticos, em seguida finalizado com a colocação de implantes convencionais na região anterior Caso o paciente tenha uma impossibilidade óssea deve ser colocado o maior número de implantes possível. São escolhidos e colocados os intermediários protéticos guiados pela necessidade estética, conveniência de resolução protética e, principalmente pela adequação de área de higienização e conforto fonético para o paciente. O tratamento protético deve ser finalizado em até 72 horas após a cirurgia.

O desenvolvimento da fixação zigomática trouxe novas possibilidades para os profissionais que se dedicam à reabilitação de maxilas atrésicas. Para os pacientes, representou, uma esperança no tratamento do edentulismo,que possuem pouca massa óssea na região maxilar e que por isto,não poderiam receber uma prótese convencional, normalmente quem usa dentadura há mais de dez anos se encaixa nesse perfil, pois há uma reabsorção óssea natural. A fixação zigomática representa mais uma alternativa, talvez a última, para reabilitação estética, mastigatória, funcional e social dos pacientes portadores de severa atrofia alveolar maxilar. o que traz ao cirurgião grande responsabilidade no tratamento. O uso dos implantes Zigomáticos vem se tornando mais comum dentro da implantodontia. É importante ressaltar que a experiência da equipe reabilitadora é fundamental para o sucesso da técnica proposta.

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Fonte: site da Clínica Jório da Escóssia

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