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SEDAÇÃO CONSCIENTE

Analgesia Inalatória

O que é analgesia inalatória?

Também conhecida como sedação consciente, é um procedimento clínico no qual é utilizada a mistura de óxido nitroso e oxigênio, inalada previamente ao e durante o procedimento odontológico, por meio da qual o paciente apresenta diminuição da freqüência cardíaca e respiratória, proporcionando conforto e bem-estar durante o atendimento, frente ao quadro de estresse, ansiedade ou nervosismo.

A analgesia inalatória com óxido nitroso e oxigênio está indicada para quais casos?

O procedimento de analgesia inalatória está indicado para pacientes odontofóbicos, ansiosos, nervosos e doentes como diabéticos, hipertensos, ou cardiopatas controlados, etc. Vale ressaltar que, sempre que houver doenças sistêmicas, a avaliação da oportunidade de tratamento deve ser feita junto com o médico responsável.

Há contra-indicações de uso? Quais seriam?

Normalmente, em pacientes portadores de patologias do trato respiratório superior, como aumento das adenóides, desvio de septo nasal, pólipos nasais (“carne esponjosa”), patologias do seio maxilar (sinusite infecciosa), e do trato respiratório inferior (infecções pulmonares, doenças pulmonares obstrutivas crônicas – DPOC – e doenças do volume pulmonar, como enfisema e bronquite crônica), além de pacientes com histórico de acidente vascular cerebral (derrame). Em pacientes psiquiátricos, paranóicos, esquizofrênicos e psicóticos, o uso da máscara nasal pode ser dificultado.

Quais são os benefícios e as vantagens de utilização da técnica?

A analgesia é de fácil aplicação, provocando a redução da freqüência cardíaca e respiratória, proporcionando conforto e bem-estar, eliminando a ansiedade e o estresse causado durante o atendimento odontológico. A analgesia, porém, não deprime o miocárdio (músculo do coração) e a função hepática (fígado), não provoca irritações nas mucosas e não produz espasmos brônquicos.

E quais seriam as desvantagens?

Ifelizmente a técnica ainda é pouco difundida no Brasil, sendo cara a aparelhagem necessária. O profissional precisa estar habilitado, capacitado e devidamente treinado à realização do procedimento clínico sob analgesia inalatória.

Há riscos na sua utilização?

Basicamente, não há riscos. Entretanto, pela possibilidade da interferência na síntese de DNA, o emprego em gestantes é contra-indicado. Atenção especial em pacientes anêmicos, leucêmicos e imunocomprometidos.

No atendimento, o paciente é monitorado?

Sim. Durante todo o procedimento de analgesia inalatória por óxido nitroso e oxigênio, o paciente deve ser monitorado por oximetria (taxa de oxigênio no sangue), eletrocardiograma (mede a atividade elétrica do coração) e pressão arterial.

Há reações adversas decorrentes de sua utilização?

Desde que seguido corretamente o protocolo de utilização, são raras as reações adversas. Pouquíssimos pacientes apresentam náuseas e, para evitar esse desconforto, é recomendado estar em jejum antes da aplicação.

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Fonte: APCD

RANGER OS DENTES

Conhecendo a placa de mordida

O que é a placa de mordida?

É um aparelho confeccionado em acrílico ou silicone que é colocado sobre os dentes e que apresenta três funções principais: a primeira é a de proteger os dentes de se desgastarem em pacientes que apresentam parafunção, como o bruxismo (hábito de ranger dentes); a segunda é a de aliviar as articulações temporomandibulares (localizadas em frente aos ouvidos) contra as forças excessivas que se formam durante a parafunção; e a terceira é a de induzir o relaxamento da musculatura, o que ocorre em apenas alguns casos.

Qual é a sua indicação?

A placa de mordida tem várias indicações. A mais comum é para pacientes que apresentam bruxismo, com a finalidade de proteger os dentes do desgaste. Outra indicação importante é para pacientes que têm problemas nas articulações temporomandibulares e podem apresentar estalidos e travamento.

Como deve ser utilizada?

A utilização da placa depende do diagnóstico. Para os pacientes que rangem os dentes à noite, o seu uso deve ser predominantemente noturno.

Como deve ser a conservação da placa de mordida?

De manhã, a placa deve ser limpa com escova macia e sabonete ou pasta dental e mantida dentro de um recipiente apropriado, com algodão umedecido.

A placa resolve o problema da articulação temporomandibular?

Não. O ato de ranger e apertar os dentes pode ser controlado ou reduzido com o uso da placa de mordida, mas a resolução do problema ocorrerá com o passar do tempo, independentemente do uso da placa. Os problemas articulares poderão ser “acomodados” com a utilização da placa, pois são de auto-resolução e a placa será o agente responsável por reduzir os sintomas. Atualmente, considera-se a utilização da placa como um dos meios de controle dos problemas temporomandibulares. Outros meios de tratamento como fisioterapia, medicação e controle de estresse são também utilizados.

Quando deve ser substituída?

Caso tenha sido confeccionada apropriadamente a mesma placa pode ser utilizada durante todo o tratamento (aproximadamente 6 meses). Porém, se o tratamento se prolongar por mais tempo, se a placa fraturar, ficar amarelada ou com deposição de tártaro, ela deverá ser substituída.

Quando a placa é indicada para dor de cabeça?

A dor de cabeça pode ter inúmeras causas distintas. Feito o diagnóstico e constatada que a dor é de origem muscular ou articular, a placa pode ser um coadjuvante no tratamento, sendo que, geralmente, há também necessidade de medicamento ou fisioterapia.

A placa deve ser mole ou dura?

Pode ser confeccionada em acrílico ou silicone. A placa de silicone é mais confortável, porém seus efeitos são menos controláveis e, por serem mais porosas, retêm mais bactérias e podem causar mau cheiro. Portanto, a placa de acrílico é a mais indicada na maioria dos casos.

Por quanto tempo a placa deve ser utilizada?

A maioria dos problemas de desordem temporomandibular e dor orofacial pode ser controlada em um período médio de 6 meses de uso noturno. Entretanto, em alguns pacientes, devido a fatores como bruxismo exagerado, depressão e estresse, a placa poderá ser utilizada por um período mais prolongado, sob controle periódico do dentista.

A placa de mordida necessita de manutenção?

Conforme a musculatura relaxa ou a placa se desgasta, a oclusão se modifica, devendo, então, ser ajustada periodicamente.

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Fonte: APCD

PIERCING

Conseqüências e complicações do uso do piercing na cavidade oral

Estudos mostram que a popularidade do uso de jóias em lugares não convencionais, como umbigo, mamilos, sombrancelhas, lábios e língua têm crescido significativamente. Apesar da prática de aplicação de piercing apresentar-se como modismo dos tempos atuais, verifica-se historicamente que, desde o antigo Egito, o piercing já era usado no umbigo como sinal de realeza.

Já os Romanos usavam piercing no mamilo como sinal de virilidade e coragem (Maibaum W. e Margherita A-1997).

Os Maias usavam na língua por motivos espirituais, na América do Norte, o percing era urna tradição dos Sioux (Botchway C. e Kuc 1-1998).

A influência do piercing labial parece ter origem no Alaska com os esquimós e Aleutas, onde era utilizado para representar diferentes acontecimentos na vida das pessoas, como a passagem para a puberdade e a iniciação no mundo da caça e do casamento (Boardman R. e Smith A.- 1997).

O piercing intra-oral vem sendo motivo de preocupação e discussão pelos odontólogos devido suas interferências prejudiciais na cavidade oral.

As complicações podem ser de origem infecciosa ou não. As implicações infecciosas ocorrem ou por meios de técnicas e instrumentais precários ou não esterelizados; ou após o piercing, quando a ferida não é tratada adequadamente (Reichl R. B. e Dailey J.C.-1996). A colocação do piercing oral geralmente é feita sem anestesia, por pessoas que não apresentam qualquer tipo de licença.

A perfuração na língua é feita com uma agulha espessa padrão 14 (seu diâmetro é sete vezes maior que a agulha utilizada nos consultórios odontológicos), e urna peça temporária, maior que a definitiva, é colocada durante o período de inflamação, que ocorre entre três a cinco semanas de cicatrização. A linha média da língua é o local mais comumente selecionado para o piercing, uma vez que as veias, artérias e nervos linguais correm lateralmente a linha média. Hemorragias ou injúrias a nervos não são freqüentes. A língua é marcada no centro a mais ou menos 2,5 cm da ponta (Boardman R. e Smith A.-1997). Pesquisas relatam que as potenciais complicações relacionadas ao uso do piercing na cavidade oral são:

– retrações gengivais;

– fraturas dentárias;

– perda da gustação;

– interferência na fala

– mastigação e deglutição

– dano pulpar por trauma crônico

– aumento do fluxo salivar

– transmissão de infecção sistêmica como AIDS e hepatite B, C, D e G;

– infecção lingual localizada;

– disseminação de infecção com edema, podendo levar à angina de Ludwig e obstrução das vias aéreas;

– hemorragia;

– aspiração de parte do piercing;

– alergia ao metal do piercing;

– dificuldade de tomadas radiográficas;

– infecção pelo sangue, septicemia e síndrome de choque tóxico;

– formação de quelóide, pseudolinfoma, linfadenopatia e reação tipo sarcoidal.

Em um estudo em São Francisco, Rebecca Boardman e Richard Smith(1997) relacionaram os problemas e complicações derivados de piercing aplicados na língua e nos lábios, por meio de um questionário. Foi observado, em uma amostra de 51 pacientes com piercing na língua, que 25,49% apresentaram danos aos dentes, 3,92% necessitaram de tratamento médico ou odontológico, 7,89% apresentaram injúria gengiva, 5,88% tiveram infecção, 15,68% ficaram com fluxo salivar aumentado e o tempo médio de cicatrização foi de 3,97 semanas. Por outro lado, em 24 pacientes com piercing nos lábios, foi observado que nenhum apresentou danos aos dentes, necessidade de assistência médica ou odontológica, assim como nenhum caso de infecção, 12,5% apresentaram injúria gengiva, 33,33% perceberam aumento no fluxo salivar e o tempo médio de cicatrização foi de 5,06 semanas (Boardman R. e Smith A.-1997).

Afinal, piercing pode causar câncer?

Ainda não há estudos que comprovem isso, mas desconfia-se que, sim, o modismo pode mesmo ser um fator de risco.

Afinal, infecções gengivais e limpeza malfeita – comuns em quem tem o adorno na língua ou na mucosa – predispõe a tumores, segundo a Associação Brasileira de Odontologia.

Várias pesquisas associam o piercing a alergias, halitose, alterações na fala, hemorragias, traumas no céu da boca e periodontite.

Sem falar que as precárias condições de higiene durante o procedimento para colocar o acessório favorecem a transmissão de hepatite e mesmo a AIDS.

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Fonte: APCD

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